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Saiba o que são as Rotas de Escoamento

Maio, 2020

Quais são as principais rotas de escoamento no Brasil?

Em sua longa extensão, o Brasil é um país com rotas de escoamento bem definidas e que, ano após ano, são a base do desenvolvimento das atividades de produtores, seja no comércio interno, seja na exportação. Nos períodos de colheita de safra, cada um desses trajetos, em seus diferentes modais, recebem um pico de utilização — no entanto, devidamente planejado e esperado ao longo do ano.

No Brasil, as rotas de escoamento estão objetivamente divididas em ferrovias, portos e rodovias. Com maior concentração em alguns meios do que outros, é por esses caminhos que as produções chegam aos seus destinos, seja na distribuição, seja ao comprador interno.

Ferrovias

Pouco desenvolvida, a malha ferroviária poderia ser um desafogo a mais no território brasileiro. No entanto, faltam linhas férreas de longas extensões que possam oferecer um melhor suporte ao escoamento das safras. Outro problema é a baixa velocidade no deslocamento, o que também requer um planejamento logístico ainda mais preciso.

Hidrovias e Portos

As hidrovias são os caminhos marítimos, bastante desenvolvidos e com grande demanda no Brasil. O transporte de navio, muitas vezes, é feito até mesmo entre outras nações, mas, quando se trata de rotas de escoamento, o ponto mais importante é a entrega aos portos.

O país tem, no total, 175 portos espalhados por toda sua extensão, com instalações em grandes cidades e também no interior. Esse número relevante ajuda no escoamento em grande volume, dividindo bem a safra com outros modais durante o período de colheita.

Rodovias

As rotas rodoviárias são as mais importantes, já que no Brasil o principal meio de transporte de carga são os caminhões. Naturalmente, isso acontece porque há mais trajetos importantes e capazes de oferecer o deslocamento adequado, especialmente nas épocas de colheita.

Ainda que o modal rodoviário tenha impacto grande na facilitação desse escoamento, ele ainda não se apresenta dentro das condições de infraestrutura necessárias. O principal problema enfrentado é a baixa conservação das estradas e, ainda que com opções extensas, o fluxo intenso de caminhões transitando por essas rotas nos períodos de escoamento.

Qual a importância das rotas de escoamento?

Quem trabalha no setor de transporte consegue entender bem como essas rotas são fundamentais ao trabalho cotidiano. Muito mais do que no período de colheita das safras, as rotas de escoamento são uma conquista e o resultado de investimento, ainda que elas não recebam a manutenção adequada, especialmente, em trechos de rodovias que cortam o país.

Oferecer opções logísticas distintas

As rotas de escoamento mais utilizadas são as rodoviárias, já que a infraestrutura nacional é muito mais desenvolvida para esse modal de transporte. No entanto, o carregamento por caminhões não é a única opção que produtores têm para escoar as suas produções, e essa possibilidade de escolha vai muito além do que, simplesmente, optar por menor custo ou maior agilidade.

Uma realidade que afeta o período de escoamento é o alto fluxo de transportadores, principalmente nas estradas do Brasil. Assim, com a opção das ferrovias e, principalmente, das malhas hidroviárias, é possível distribuir o escoamento da safra, evitando congestionamentos e dificuldades no período de transporte desses volumes.

Permitir a distribuição dinâmica das safras

Uma parte da produção também demanda cuidados especiais, devido ao risco de perecibilidade e às necessidades mais específicas e dedicadas à conservação dos produtos. Por conta disso, o fator urgência também entra em questão, ou seja, esse escoamento precisa ser feito o mais rápido possível. Isso só se torna viável quando há amplas opções de rotas, em diferentes meios.

Assim, ao analisar a infraestrutura de um país que é produtor e que essa atividade agrícola tem grande impacto em sua economia, as rotas de escoamento são mecanismos indispensáveis para gerar essa distribuição e entrega rápida. Os trajetos possibilitam esse dinamismo importante para que o fluxo de saída dos produtos nunca pare.

Movimentar a economia nacional

A economia no Brasil, especialmente em exportações, depende diretamente da produção agrícola, com destaque para os grãos. Para que não haja nenhum fator capaz de prejudicar o desenvolvimento dessas atividades, é fundamental que cada ponto de logística funcione bem. Em meio a esse conjunto de fatores, sem dúvida, as rotas de escoamento têm papel decisivo.

É sempre importante que haja movimentos de investimentos para os modais, principalmente para as rodovias no Brasil. Mudanças logísticas e interferências positivas do Governo ajudam a manter os principais trechos terrestres do Brasil sempre livres e com um fluxo de movimentação facilitador para o transporte por caminhões.

Quais cuidados devem ser tomados nas rotas de escoamento?

O trabalho de monitoramento e administração das rotas de escoamento representam um desafio grande, mas que precisa ser encarado como crucial. Se não há cuidados recorrentes e contínuos com esses trechos, consequentemente, fica difícil para os produtores conseguirem fazer com que as safras cheguem à mesa do brasileiro e aos pontos de exportação.

Diante dessas necessidades, o Governo brasileiro tem algumas missões, no que diz respeito ao desenvolvimento das rotas, à extensão das malhas de transporte e à facilitação de toda a operação logística de escoamento. A seguir, entenda melhor quais cuidados, práticas e ações devem ser conduzidas na hora de cuidar desses trechos e modais.

Planejamento em trechos

O planejamento é uma importante etapa no trabalho das rotas de escoamento, permitindo que haja uma logística mais organizada e que contemple todo o volume de transportes demandado pela colheita das safras. Nesse trabalho, o Ministério da Infraestrutura tem um importante papel prévio, definindo ações para garantir que trechos decisivos tenham as melhores condições.

A ideia é que sempre haja reuniões, antes do período de cada safra, preferencialmente nos primeiros meses do ano, traçando estratégias de otimização dessas rodovias, identificando os problemas que elas sofrem e como podem ser melhoradas. O planejamento identifica regiões em que os problemas são mais graves e definem ações de melhorias e de desenvolvimento das áreas.

A proposta dos planejamentos é, justamente, garantir que no período de grandes demandas, ou seja, na época de escoamento após colheita, nenhum dos modais, principalmente o transporte, sofra com dificuldades.

Investimento em infraestrutura

Infraestrutura logística é um dos mais importantes pontos quando se pensa em rotas de escoamento. É necessário que esses caminhos estejam prontos para receber o alto volume de caminhões, não só em relação ao fluxo de veículos, mas também, nas condições. Essa preocupação ajuda a manter as condições perfeitas também aos trabalhadores.

Sem essas pessoas, o escoamento não seria possível, já que eles são os agentes responsáveis por garantir que todo o volume chegue aos seus destinos. Os custos de um caminhão para a sua manutenção podem ser altos demais se há trajetos com baixa conservação, gerando problemas mecânicos e, em casos mais graves, até mesmo o tombamento do veículo.

A infraestrutura torna essas rotas de escoamento mais amigáveis e também mais compatíveis com o nível de exigências do fluxo de transporte de produção. Assim, há o cenário perfeito para garantir que as safras possam transitar nos trechos mais recomendados e sem maiores dificuldades e riscos.

Desenvolvimento das malhas existentes

Quanto mais rotas e trechos à disposição, mais dinâmico pode ser esse trabalho de escoamento das safras. Essa é uma demanda que, na realidade, também se trata de parte das requisições de investimento em infraestrutura, no entanto, com foco em extensão das rotas disponíveis. Desenvolver as malhas existentes é garantir que todos os modais tenham mais possibilidades.

Como este conteúdo já mostrou, o modal ferroviário poderia ser uma opção ainda mais estratégica e importante, se o Brasil tivesse mais investimentos em ampliação das linhas férreas. Isso seria um trabalho de extensão da malha ferroviária no país, gerando mais possibilidades logísticas, distribuindo o volume da safra e fazendo todas as opções funcionarem com mais eficiência.

Por mais que o transporte terrestre seja o favorito e mais utilizado, seria importante construir ainda mais portos e buscar melhorias a outros modais. Quando há mais rotas disponíveis, a competitividade aumenta, o custo dos fretes tende a ficar menor, e os produtores têm melhores opções de transporte, de acordo com diferentes necessidades.

Segurança e desburocratização

Por mais que caminhoneiros tenham preocupações próprias com sua segurança, recorrendo a recursos como a proteção veicular, deve ser de responsabilidade das autoridades garantir trechos seguros. O roubo nas estradas do Brasil atingiu números preocupantes nos últimos anos, mas em 2019, o recuo dos índices pode apontar melhorias satisfatórias.

Segundo a PF, a queda foi de 35% nas rodovias federais, em 2019, mas ainda há muito trabalho a ser feito. Postos da PRF e agentes distribuídos ao longo das rodovias são fundamentais para inibir o problema e garantir um trajeto seguro durante o escoamento. Além desse problema de segurança, outro impeditivo para uma dinâmica maior na logística é a burocracia.

Não tanto no transporte rodoviário, apesar de ele também demandar exigências, essas obrigações, muitas vezes, fazem com que modais como o marítimo deixem de ser uma escolha. A digitalização de processos e a menor exigência de documentos, sem que isso abra espaço para fraudes ou irregularidades, podem ser o caminho para contribuir para o escoamento melhor desenvolvido.

Análise específica em trechos críticos

Trechos críticos precisam ser vistos com maior atenção e com uma dedicação extra por quem cuida da infraestrutura logística das rodovias, principalmente. No Brasil, há muitas partes em que há fatores prejudiciais, como curvas perigosas, baixa conservação das estradas, regiões com altos índices de roubos e, até mesmo, um fluxo de caminhões bem mais alto do que em outros trechos.

Nesses casos, as rotas de escoamento têm papel ainda mais importante, precisando de análises e de programas específicos de desenvolvimento das autoridades. Recentemente, os principais trabalhos nesse sentido foram para a BR-163, entre Pará e Mato Grosso, e também pelo trecho conhecido como Arco Norte, que tem recebido um grande fluxo de caminhões.

Ter uma dedicação específica a esses locais considerados críticos é um trabalho de responsabilidade importante e que mostra valorização das rotas de escoamento. São rodovias que fazem diferença concreta no trabalho de transporte das safras e, por isso, demandam atenção especial.

As rotas de escoamento são parte estratégica da logística importante por trás do período de distribuição e movimentação das safras. Por isso, entender mais sobre os detalhes que envolvem esses trechos e o planejamento por trás deles é fundamental.

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